Câmara de Castelo Branco declara Situação de Alerta
A Câmara de Castelo Branco declarou hoje a Situação de Alerta para todo o território do concelho, válida até sábado, sem prejuízo da sua eventual prorrogação caso a evolução da situação o justifique.
"A declaração tem por objetivo assegurar a coordenação institucional e operacional das entidades envolvidas, bem como reforçar a capacidade de resposta municipal face aos efeitos da depressão Kristin, atendendo à previsão de manutenção de condições meteorológicas adversas", informou o município de Castelo Branco.
Face à Situação de Alerta decretada pelo município, todas as entidades públicas e privadas com especial dever de cooperação ficam obrigadas a prestar o apoio solicitado pela Autoridade Municipal de Proteção Civil.
A declaração abrange todo o território do concelho de Castelo Branco, com efeitos imediatos e está em vigor até às 23:59 de sábado.
A autarquia justificou ainda esta decisão com base na informação meteorológica disponível, que mantém a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados pela passagem da depressão Kristin, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade das estruturas.
"Considerando que a situação descrita configura um agravamento excecional do risco coletivo, exigindo a adoção imediata de medidas de caráter preventivo, especial e excecional, com vista à salvaguarda de pessoas e bens, bem como à reposição da normalidade".
Neste âmbito, é determinada a manutenção da ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em modo de prontidão reforçada, reforçada a vigilância e monitorização de zonas de risco, prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário sempre que necessário e interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espaços públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens.
São também reforçados os meios humanos e materiais afetos às operações de proteção civil, podendo ser determinado o prolongamento de horários e a mobilização excecional de recursos municipais e é garantia da operacionalidade dos serviços essenciais, nomeadamente energia, água, saneamento, comunicações e saúde, em articulação com as entidades competentes, entre outras.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Proteção Civil prepara balanço e previsão da tempestade
DECO esclarece como acionar seguros
Linhas ferroviárias do Norte e do Oeste mantinham-se suspensas pelas 17h00
A circulação na linha ferroviária do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, e do Oeste mantinha-se às 17:00 de hoje suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, informou a CP -- Comboios de Portugal.
Fonte da CP disse à Lusa que, pelas 17:00, se registavam constrangimentos em troços das linhas ferroviárias do Douro, entre Régua (distrito de Vila Real) e Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda), e da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo (ambos no distrito de Castelo Branco).
A essa hora, verificava-se também a suspensão do serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento (distrito de Santarém), referiu fonte da empresa de transporte ferroviário.
"Devido a problemas na via causados pelo mau tempo, a circulação ferroviária continua suspensa nestas linhas e sem previsão de retoma", indicou à Lusa fonte da CP, num ponto de situação pelas 17:00, que mantém inalterado o balanço divulgado pelas 12:00 na página de Facebook da empresa.
Às 12:00, a circulação ferroviária já se encontrava retomada na linha da Beira Baixa, realizando-se o serviço regional no troço Guarda - Covilhã (distrito de Castelo Branco), bem como nos Urbanos de Coimbra, no troço Coimbra B - Alfarelos (concelho de Soure, distrito de Coimbra).
De acordo com a Infraestruturas de Portugal (IP), num ponto de situação pelas 16:00, a circulação ferroviária registava "constrangimentos em algumas linhas da rede nacional, devido às condições meteorológicas adversas da última madrugada, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura".
Estas ocorrências, segundo a IP, estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço.
O ponto de situação da IP às 16:00 indicava que a circulação ferroviária estava suspensa em troços das linhas do Norte, entre Fátima (distrito de Santarém) e Alfarelos; do Douro, entre a Régua e Pocinho; da Beira Baixa, entre Ródão e Castelo Novo; do Oeste, entre Mafra e Amieira, e entre Louriçal e Figueira da Foz; e do ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz.
As equipas da IP estão no terreno a "desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", informou a empresa.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou hoje situação de calamidade em cerca de 60 municípios.
Rio Arade galgou as margens, caudal do Guadiana pode criar dificuldades
Castelo Branco. "Estamos devastados"
Anacom admite dificuldades dos operadores para repor comunicações
A Anacom admitiu hoje que a situação "mantém-se complexa" e que persistem dificuldades para repor o serviço de comunicações nas regiões afetadas pela tempestade Kristin, apesar da deslocação para o terreno de "milhares de técnicos" dos operadores.
Segundo a entidade reguladora das comunicações, as condições atmosféricas adversas "danificaram algumas infraestruturas de telecomunicações, tendo-se registado queda de postes, queda de árvores ou de outras estruturas sobre os traçados aéreos de fibra ótica, danos em torres e mastros de comunicações".
A Anacom referiu também "a inoperacionalidade de `sites` por indisponibilidade de energia elétrica", num esclarecimento enviado à Lusa.
"Muitos `cell sites` móveis permanecem sem serviço, e a rede fixa só será restabelecida à medida que haja eletricidade nas residências, uma vez que os `routers` dependem de energia para funcionar", explicou o regulador.
"A Anacom está em contacto permanente com os operadores e com as autoridades de proteção civil e a acompanhar a situação no terreno", acrescentou.
Na quarta-feira, a Anacom referiu que mais de 300 mil clientes dos operadores de comunicações tinham sido afetados pelo mau tempo, em regiões como Coimbra, Castelo Branco, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
Governo decreta "estado de calamidade" até 1 de fevereiro em 60 municípios
Luís Montenegro. Governo está em contacto com Comissão Europeia
O primeiro-ministro revelou esta tarde que o Governo já está em contacto com Comissão Europeia "para perspetivar formas de financiamento para ajudarmos, as pessoas, as famílias, as empresas".
"Compreendo perfeitamente o grito de alerta dos responsáveis pelas populações, em particular dos autarcas" perante a situação "desafiante" e "complexo" de "não ter comunicações, energia elétrica e em muitos casos não ter abastecimento de água", acrescentou o primeiro-ministro.
"Estamos a por todas as nossas forças no terreno" para socorrer as populações, garantiu, lembrando que "não é fácil", porque "não conseguimos estar em simultâneo em todos os sítios".
"É um trabalho que está em curso", referiu, quando já antes tinha garantido que "está em marcha todo o apoio". O primeiro-ministro visitou diversos locais em Coimbra severamente afetados pela intempérie de quarta-feira.
Montenegro refere que os efeitos do impacto serão "muito vultuosos, mais do que era expectável no início", mas considera os obstáculos uma "outra prova de superação", apelando à cooperação de todos.
"Há sempre falhas que podem e devem ser corrigidas" referiu ainda, ao lado da autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa.
Luis Montenegro agradeceu ainda o esforço "incansável" e "de grande solidariedade", de quem está a socorrer as vítimas da tempestade Kristin.
Torres Vedras altera local de voto antecipado
O local em Torres Vedras onde vão ser instaladas as mesas para o voto antecipado da segunda volta das eleições presidenciais, no domingo, foi alterado devido à previsão de mau tempo, informou hoje a Câmara Municipal.
"As secções de voto da assembleia de voto em mobilidade do município de Torres Vedras sofreram uma alteração do local, motivado pela necessidade de manutenção do Pavilhão Expotorres, na sequência da passagem da depressão Kristin pelo território", divulgou em comunicado a autarquia do distrito de Lisboa.
As secções de voto vão funcionar no Edifício da Câmara Municipal, da Avenida 5 de Outubro, na cidade de Torres Vedras, mantendo-se o horário entre as 08:00 até às 19:00.
A inscrição para o voto antecipado por mobilidade pode ser feita até hoje em https://www.votoantecipado.pt/.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
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Impacto muito grande nas linhas de alta, média e baixa tensão de Leiria
A passagem da depressão Kristin teve "um impacto muito grande" nas linhas de alta, média e baixa tensão do distrito de Leiria e estão em funcionamento seis de 13 subestações, revelou hoje o secretário de Estado da Energia.
"Sete não estão a funcionar e destas sete há duas em que a E-Redes já está a trabalhar neste momento. Portanto, o trabalho neste momento da E-Redes é de repor a alta tensão e, a partir do momento em que se repõe a alta tensão, começar a energizar subestações através da média tensão", informou Jean Barroca.
Numa visita à Mata Municipal de Ansião, no distrito de Leiria, o secretário de Estado Adjunto e da Energia acedeu ao pedido do primeiro-ministro, Luís Montenegro, para explicar o que está a ser feito.
"Ao contrário do que aconteceu no apagão, isto não é só um desligar e ligar. Há impactos físicos na infraestrutura que precisam de intervenções, nomeadamente nas subestações em que os postes que levavam os cabos caíram e estão danificados. Há árvores que deitaram cabos abaixo e que neste momento são autênticos novelos e que levam mais tempo a repor", esclareceu.
Segundo o governante, a E-Redes tem 1.200 operacionais no terreno e está a trabalhar em todos os níveis de tensão para repor a eletricidade, dando prioridade às infraestruturas críticas e telecomunicações, embora ainda não exista uma previsão para a normalidade.
"É um processo gradual, não vai acontecer de uma vez só, porque também tem a ver com as reparações que vão ser feitas em cada uma das subestações", indicou, com Luís Montenegro a alertar que há infraestruturas danificadas em pontos quase inacessíveis.
De acordo com Jean Barroca, há também um conjunto de geradores postos à disposição da região, tendo Pombal e Ansião feito a requisição de dois destes equipamentos, que estão para chegar.
"Todos esses geradores também estão a ser postos, junto de, seja infraestruturas de água para garantir o abastecimento de água às populações ou zonas críticas, como seja hospitais, lares ou algumas infraestruturas que são também urgentes nesse aspeto", referiu.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
Cerca de 408 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 15h30
Cerca de 408 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 15:30 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
Numa nota enviada à agência Lusa, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade referiu que o distrito de Leiria continua a concentrar a maioria das ocorrências, com cerca de 290 mil clientes afetados, seguindo-se os distritos de Santarém (42 mil), Coimbra (34 mil), Portalegre (27 mil) e Castelo Branco (11 mil).
Segundo a E-Redes, as equipas no terreno identificaram 450 postes de Alta e Média Tensão "partidos ou danificados", assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permanecem por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação.
"O recurso a drones e os helicópteros vai permitir uma melhor e mais precisa identificação da extensão total, mas tal só será possível quando as condições meteorológicas o permitam", refere a nota.
No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o "estado de emergência", tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.
"Está a ser dada prioridade aos serviços essenciais, como saúde, água, saneamento e comunicações, no sentido de garantir a distribuição de energia. A somar a estes geradores está também deslocada para a região uma central móvel que vai permitir distribuir energia a mais clientes", adianta a E-Redes.
Para o distrito de Leiria estão mobilizados cerca de 1.200 operacionais para reposição do fornecimento de energia.
O pico de clientes sem energia foi registado pelas 06:00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de clientes ficaram afetados no território continental.
Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.
A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi derrubada
Parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi parcial ou totalmente derrubada devido à depressão Kristin, revelou hoje à agência Lusa o Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta (ICNF).
"A passagem da depressão Kristin levou a que uma parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria tenha sido parcial ou totalmente derrubada, com danos igualmente em infraestruturas de apoio à gestão", referiu o ICNF em resposta a um pedido de informação da agência Lusa.
Segundo o ICNF, "atendendo à dimensão dos danos, e às dificuldades de deslocação e de comunicação ainda prevalecentes na região de Leiria e limítrofes, só será possível ter uma contabilização concreta dos estragos quando toda a área afetada estiver acessível".
O ICNF adiantou que, por todo o país, "acionou de imediato os seus operacionais para o apoio às populações na sua área de atribuições e em articulação com as autoridades de proteção civil", explicando que "a prioridade tem sido o apoio às famílias residentes em terrenos sob sua gestão, a desobstrução de vias florestais de comunicação e as demais ações de estabilização de emergência pós-catástrofe".
Desde a manhã de quarta-feira "foram já acionados perto de 300 operacionais, 63 veículos e 10 máquinas pesadas nas regiões mais afetadas (Centro e de Lisboa e Vale do Tejo)", dados que estão em permanente atualização, ressalvou o Instituto.
"Nestes operacionais incluem-se bombeiros sapadores florestais, sapadores florestais, agentes do Corpo Nacional de Agentes Florestais e operadores de máquinas, enquadrados por técnicos destas estruturas".
Além da intervenção nas áreas sob sua gestão, o ICNF "tem empenhados operacionais noutras áreas e concelhos, um pouco por todo o continente, a pedido das autoridades de Proteção Civil".
A Mata Nacional de Leiria, que ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande, tem 11.021 hectares.
Nos incêndios de outubro de 2017, 86% da sua área ardeu, de acordo com o `site` https://mnleiria.icnf.pt/. Já a tempestade Leslie, um ano depois, afetou 1.137 hectares desta mata.
O Pinhal de Leiria ou Pinhal do Rei, como também é designado, é propriedade do Estado.
De acordo com informação do mesmo `site`, "a origem deste pinhal remonta a datas anteriores ao reinado de D. Dinis (1279-1325), mas foi com este monarca que foram feitas as grandes sementeiras com pinheiro-bravo, que o considerou como Mata da Coroa, estabelecendo as primeiras regras com vista à sua administração, dando-lhe, para este efeito, um primeiro regimento".
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas.
Amarante vigia subida do rio Tâmega
Baixa de Alcácer do Sal debaixo de água
Pombal recupera lentamente fornecimentos de eletricidade e água
Governo defende que proteção civil funcionou e promete dar as respostas necessárias
O ministro dos Assuntos Parlamentares defendeu hoje que o sistema de proteção civil funcionou perante eventos climáticos extremos, advertiu que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza e prometeu que serão dadas as respostas necessárias.
Estas posições foram transmitidas por Carlos Abreu Amorim em plenário, na abertura do período de declarações políticas, numa intervenção em que começou por lamentar as vítimas em consequência da tempestade.
"É também com esse respeito pelas vítimas que devemos afirmar que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza nem com precipitação. Exige verdade, exige rigor e exige uma resposta à altura da complexidade do que enfrentámos e do que ainda enfrentaremos nos próximos dias", declarou.
O ministro dos Assuntos Parlamentares procurou depois assegurar que, "desde a primeira hora, o Governo acompanhou permanentemente a situação, os desenvolvimentos, o impacto e a resposta à tempestade".
"É imperativo afirmar que o sistema de proteção civil funcionou, antecipando-se aos riscos e minimizando as consequências que não eram inevitáveis. Quero deixar uma palavra de reconhecimento público às forças de socorro, proteção civil, aos bombeiros, às forças de segurança e aos autarcas. A prontidão com que todas as ocorrências foram enfrentadas demonstra a maturidade do nosso sistema de proteção civil, a coordenação institucional e, acima de tudo, a união do país nos momentos mais adversos", advogou.
Na sua intervenção, o membro do Governo fez também questão de deixar um alerta: "O perigo não cessou".
"Renovo o apelo ao país para que todos mantenham a prudência, sigam as orientações das autoridades e evitem a circulação em zonas mais afetadas. O foco do Governo é, agora, a reposição da normalidade, em especial no fornecimento de energia elétrica, nas vias de comunicação e nos meios de transporte", especificou.
Carlos Abreu Amorim apontou, depois, que o executivo tem "plena consciência das dificuldades que milhares de portugueses enfrentam, sobretudo na região centro litoral, com centenas de milhares de pessoas afetadas por cortes de energia".
"Estamos no terreno a avaliar os danos, a agilizar as intervenções necessárias e a ouvir todos os portugueses que mais precisam do Governo ao seu lado. O Governo declarou situação de calamidade nas zonas afetadas, de forma a agilizar todas as respostas, desbloquear meios adicionais e acelerar a recuperação", apontou.
No que respeita aos apoios e aos trabalhos de reconstrução, Carlos Abreu Amorim deixou uma garantia: "O Governo não deixará de dar as respostas necessárias".
Neste momento, na sua perspetiva, há "três prioridades essenciais: o apoio imediato às vítimas; o apoio às autarquias e aos serviços no terreno; e uma a avaliação rigorosa e transparente do que aconteceu".
"O Governo não se limitará a acompanhar acontecimentos. Assume a responsabilidade de agir, de mobilizar os meios necessários e de garantir que as famílias, as autarquias e os serviços públicos, os serviços sociais e as empresas têm o apoio de que precisam para recuperar, com dignidade e segurança. Cada decisão visa repor a normalidade rapidamente, sem deixar ninguém para trás", disse.
O ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu mesmo que, se "for necessário ir mais longe, o Governo assim o fará".
"O Governo responderá a esta calamidade com seriedade, sentido de dever e respeito absoluto pelas vítimas e pelas populações afetadas. Mesmo quando o extremo da situação ultrapassa as previsões de todos, os portugueses podem confiar no Estado, na sua eficiência e na sua capacidade de resposta", acrescentou.
Várias freguesias de Montemor-o-Velho mantêm-se sem energia elétrica
As infraestruturas elétricas do município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, foram os equipamentos mais atingidos pela passagem da depressão Kristin, na madrugada de quarta-feira, existindo várias freguesias que se mantêm às escuras, disse hoje o presidente da Câmara.
"Ontem [quarta-feira], ao fim do dia, tínhamos mais de 50% da eletricidade restabelecida, o que apontava para a possibilidade de haver aulas no concelho e o abastecimento dos lares de idosos e centro de saúde, também com geradores. Mas hoje, pela manhã, houve três freguesias [Montemor-o-Velho, Carapinheira e Meãs do Campo] onde a eletricidade quebrou novamente", disse à agência Lusa José Veríssimo.
Se na sede do concelho a energia já voltou a ser reposta, ao final da manhã, o autarca disse esperar que na Carapinheira e Meãs do Campo o mesmo aconteça ao longo do dia.
No entanto, e apesar dos meios da E-Redes estarem no terreno, acompanhados pela Proteção Civil e funcionários municipais, mantêm-se sem eletricidade, desde a madrugada de quarta-feira, quatro freguesias e parte do território de outras duas.
São estas Abrunheira e parte de Pereira, na margem esquerda do Mondego, a sul de Montemor-o-Velho, e Seixo de Gatões, Liceia, parte de Arazede e Tentúgal, a norte e a leste.
Perante a situação, o município decidiu manter as aulas em Arazede, mas não nas restantes freguesias onde a eletricidade falhou novamente ou ainda não foi regularizada.
"Recolhemos as crianças, garantimos-lhes o almoço e o apoio necessário, mas não as aulas", explicou José Veríssimo.
O autarca disse ainda que a situação de falta de energia está a impactar uma das mais importantes indústrias do concelho -- uma fábrica de batata frita, localizada em Tentúgal, "que está em vias de ser a maior da Península Ibérica, com uma grande obra que estão a fazer, e está sem eletricidade há quase dois dias", lamentou.
Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.
A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Associação empresarial de Coimbra pede medidas extraordinárias ao Governo
A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) pediu hoje ao Governo para que tome urgentemente medidas extraordinárias de apoio às empresas que registaram "danos relevantes nas suas instalações, equipamentos e atividade" devido à depressão Kristin.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a NERC mostrou-se muito preocupada com os danos provocados pela passagem da depressão e avisou que as empresas enfrentam agora "dificuldades acrescidas para retomar a normalidade, num contexto já exigente para a competitividade e sustentabilidade dos negócios".
Neste âmbito, pediu ao Governo que adote medidas extraordinárias de apoio às empresas afetadas, "de forma a assegurar uma recuperação célere da atividade económica, preservar postos de trabalho e evitar o encerramento de unidades produtivas essenciais ao desenvolvimento regional".
A NERC avançou que, "em articulação e coordenação com a AIP (Associação Industrial Portuguesa), irá promover inquéritos e a constituição de grupos de trabalho".
Além da AIP, serão envolvidas as associações empresariais regionais em que a NERC se integra e as Comunidades Intermunicipais das regiões afetadas, para que sejam inventariados os prejuízos, discutidas as medidas e monitorizada a sua aplicação, acrescentou.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%
O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa.
Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos `sites` das CCDR -- Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.
"Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros", adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.
Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas -- uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.
O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.
Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.
Esta primeira intervenção destina-se a repor a segurança e a circulação, seguir-se-á uma intervenção de recuperação.
De acordo com o Governo, registaram-se também estragos nos portos de Peniche e da Figueira da Foz, estando a ser feito o levantamento dos mesmos para posterior reporte às seguradoras.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
Vila de Rei disponibiliza unidade com 20 camas para receber desalojados
O município de Vila de Rei disponibilizou uma unidade com 20 camas para alojar as pessoas que se encontrem sem condições de habitabilidade na sequência da depressão Kristin.
"Foram centenas de casas atingidas fortemente pela tempestade, com estragos muito consideráveis nos telhados das habitações", referiu a Câmara de Vila de Rei em comunicado nas redes sociais.
Esta autarquia do distrito de Castelo Branco informou ainda que, em caso de necessidade, quem precisar de auxílio pode deslocar-se às instalações da Câmara Municipal ou ao quartel dos bombeiros "para solicitar algum tipo de auxílio ou quaisquer informações adicionais".
"Há pessoas desalojadas e, face às expectativas de elevada precipitação para os próximos dias, que causa ainda preocupação face à possível ocorrência de cheias, este número poderá aumentar exponencialmente".
Segundo o município, o número de árvores caídas no concelho é incalculável ao dia de hoje, criando situações de vias intransitáveis e ao isolamento de várias aldeias.
"A queda de árvores aumentou também os estragos existentes e contribuiu para que, em grande parte do concelho, não exista, de momento, acesso a telecomunicações, eletricidade e água".
A Câmara de Vila de Rei disponibilizou ainda para os funcionários que estão na primeira linha de socorro (bombeiros, Proteção Civil, GNR, trabalhadores de hospitais e de lares de idosos) a creche e o jardim-de-infância para receber as crianças.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Seguro cancela sessão em Almeirim devido tempestade que afetou região
A candidatura presidencial de António José Seguro decidiu cancelar a sessão de campanha que tinha prevista para esta noite em Almeirim, no distrito de Santarém, devido à tempestade que afetou a região e ativou planos de emergência no distrito.
"O Plano Distrital de emergência e proteção civil para o distrito de Santarém encontra-se ativo, bem como o Plano Especial de Emergência de cheias na Bacia do Tejo. Em função da situação que se vive nesta região do país, a candidatura de António José Seguro decidiu não realizar a sessão prevista para esta quinta-feira à noite, no Cine Teatro de Almeirim", refere-se numa nota enviada aos jornalistas.
A candidatura agradece "a compreensão de todos" e expressa "solidariedade a todas as pessoas afetadas", desejando que rapidamente se possa "regressar à normalidade nas zonas atingidas".
Seguro tinha revelado hoje que se deslocou sozinho na quarta-feira à região de Leiria e mostrou-se "chocado e impressionado" com o "grau de devastação" deixado pela tempestade Kristin, apelando à solidariedade nacional.
Em declarações aos jornalistas, em Palmela (distrito de Setúbal), sobre o adiamento da sessão de hoje em Almeirim, o candidato apoiado pelo PS considerou que "era o mínimo que devia fazer".
"As pessoas estão preocupadas com a sua vida. Agora, é normal que eu, mal termine hoje aqui a minha ação de campanha, que agora continuo ao telefone com dirigentes, com autarcas, saber o que é que acontece, e quero ir ao terreno, mas vou sozinho", afirmou.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
15h Hospital de Leiria pede cautela na ida às urgências
CIM do Médio Tejo quer região abrangida por mecanismos excecionais de apoio
Sete municípios do Médio Tejo, no distrito de Santarém, pediram ao Governo apoios extraordinários no âmbito da situação de calamidade, alegando que a dimensão dos danos provocados pela depressão Kristin ultrapassa a capacidade normal de resposta das autarquias.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo e também presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, descreveu hoje um "estado caótico de destruição" em várias localidades, com danos extensos em infraestruturas públicas e privadas.
Nesse sentido, sete dos 11 municípios do Médio Tejo que ativaram os planos municipais de proteção civil --- Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Abrantes, Mação, Sardoal e Vila Nova da Barquinha --- pediram ao Governo que a região seja abrangida por mecanismos excecionais de apoio no âmbito da declaração da situação de calamidade.
"O Médio Tejo sofreu um grande impacto com esta depressão que atingiu gravemente toda a nossa região, particularmente estes sete municípios. Estamos numa situação extremamente difícil para as nossas comunidades", afirmou Valamatos.
Segundo o responsável, a prioridade imediata tem sido o restabelecimento da energia elétrica, uma vez que a falta de eletricidade está a comprometer outros serviços essenciais.
"Sem energia colapsa um conjunto de infraestruturas, nomeadamente o abastecimento público de água e as comunicações. Temos estado em contacto permanente com a E-Redes, mas não há ainda uma previsão concreta para o restabelecimento total", indicou.
Apesar de já ter sido reposta a eletricidade em algumas freguesias, Manuel Jorge Valamatos sublinhou que há muitas localidades onde tal ainda não foi possível, devido a danos em infraestruturas de média e alta tensão.
O presidente da CIM do Médio Tejo lembrou que sete municípios ativaram os respetivos planos municipais de proteção civil, o que levou também à ativação do plano distrital, estando as equipas no terreno focadas na resposta às situações mais urgentes.
"Estamos a responder ao que é mais emergente, mas somos confrontados com um estado de destruição imensa em muitas infraestruturas. Só com ajudas governamentais é que esta recuperação pode ser mais célere e eficaz", defendeu.
Para Manuel Jorge Valamatos, a inclusão destes municípios nos mecanismos previstos na declaração de calamidade é essencial para permitir uma recuperação mais rápida e eficaz.
"Precisamos que esta região seja olhada com muita atenção, porque precisamos muito da ajuda do Governo para que estas cidades e estes concelhos possam voltar à sua vida normal em breve", afirmou.
O Governo decretou hoje a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin, o nível mais elevado de intervenção previsto na Lei de Bases da Proteção Civil, que permite a adoção de medidas excecionais para reposição das condições de vida nas áreas atingidas.
Na quarta-feira, a Proteção Civil do Médio Tejo registava 265 ocorrências relacionadas com a tempestade e 11 desalojados e deslocados em vários concelhos da região.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
Seguro admite ir hoje novamente sozinho a zonas afetadas face a "situação dramática"
"Estou muito, muito, muito preocupado. Estou chocado com as imagens que vi, com os relatos que tenho ouvido hoje dos presidentes de câmara e, portanto, é normal e natural que eu, sozinho, me desloque ainda hoje a algumas dessas zonas para expressar a minha solidariedade e sobretudo para perceber melhor a situação", disse hoje aos jornalistas na Academia de Formação ATEC, em Palmela (distrito de Setúbal).
Lembrando que já se deslocou sozinho a Leiria, na quarta-feira, e insistindo que não fará "absolutamente nada que interfira com as operações que estão a decorrer para que rapidamente se volte à normalidade", Seguro disse que é importante perceber que se está "a viver uma autêntica tragédia em alguns dos concelhos do nosso país", numa situação "dramática e de urgência".
"Há pessoas sem luz, há pessoas sem água, há terras onde não há uma loja de alimentos nem supermercados que esteja aberta, em determinados concelhos ainda há uma farmácia que está aberta, não há telecomunicações, as pessoas sentem-se completamente isoladas, não sabem o que é que está a acontecer", enumerou.
O candidato presidencial apoiado pelo PS apelou ainda a "quem quiser ajudar, designadamente com geradores para que se possa restabelecer situações de fornecimento de energia elétrica, unidades de saúde e lares, que contactem as câmaras municipais dos concelhos mais atingidos", bem como perguntar se as autarquias "necessitam de algum outro tipo de contributos ou alimentar ou de água".
"É muito, muito, muito importante que haja uma resposta solidária do nosso país e, em primeiro lugar, das instituições do Estado", e questionado sobre se o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se deveria ter deslocado aos locais afetados, Seguro recusou "aproveitar este momento para qualquer aproveitamento político".
Revelando que já contactou com o presidente da Associação Portuguesa de Seguros ou com os autarcas de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, ou da Marinha Grande, Paulo Vicente - depois de já ter contactado com o de Leiria, Gonçalo Lopes - o candidato presidencial frisou que "neste momento o que é preciso é proteger as pessoas e restabelecer rapidamente a normalidade".
"Considero que é o meu dever dar uma palavra de coragem, de incentivo e estar ao lado das pessoas que estão neste momento sem meios, que são particularmente as pessoas dos autarcas, a fazer frente a uma tragédia de uma dimensão que no início pouca gente acreditava", disse, quando questionado se como Presidente da República já teria ido aos locais afetados.
Já sobre se estranhava ter sido o único a contactar Pedro Santana Lopes, que hoje se queixou de "silêncios" por parte dos órgãos de soberania mas saudou o contacto de Seguro, o candidato presidencial disse ser esse o seu dever "como cidadão e como candidato a Presidente da República".
Quanto a se esta é uma situação que justifica a chamada do primeiro-ministro, Luís Montenegro, ao Palácio de Belém, Seguro disse não querer "ser injusto" por não saber "o que é que foi feito".
Luís Montenegro visita as áreas mais afetadas
Marinha Grande continua sem energia, água e rede
O município adianta ainda que persiste a interrupção do fornecimento de energia, água e telecomunicações, não havendo previsão para o fim dos trabalhos de reposição.
“As escolas do concelho mantêm-se encerradas, sem data prevista para o retomar das aulas, devido aos danos provocados nas instalações”, acrescenta.
“Estão empenhados meios humanos e materiais das corporações da Marinha Grande e de Vieira de Leiria, do Município e de outras entidades de Proteção Civil, com prioridade ao desimpedimento das vias e apoio à população”.
A Câmara Municipal continua a assegurar alojamento no Estádio Municipal às pessoas impossibilitadas de regressar às suas habitações.
Entretanto há também Wi-Fi disponível junto à Câmara Municipal.
Principais estradas do país sem problemas de circulação
As principais vias rodoviárias do país não apresentam hoje problemas de circulação, registando-se apenas o corte no acesso à serra da Estrela, disse à Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR), apontando que algumas vias regionais e municipais têm constrangimentos.
Prejuízos de milhões de euros em estufas e culturas agrícolas no Oeste
O mau tempo causou danos em estufas e culturas agrícolas na região Oeste, provocando prejuízos entre 5 e 10 milhões de euros (ME), estimou hoje a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).
"Temos danos parciais ou totais nos plásticos e estruturas das estudas e culturas instaladas com perca total", sobretudo de tomate, cuja campanha está a começar, afirmou à agência Lusa o presidente da AIHO, Sérgio Ferreira.
"Houve estruturas resistentes até ventos de 150 quilómetros/hora que estão completamente ou parcialmente vergadas", detalhou.
Os produtores de morangos voltaram a ter danos nas estufas desta cultura.
Os prejuízos são estimados entre os 5 milhões de euros e os 10 milhões de euros.
A associação, que tem associados nos concelhos de Torres Vedras, Peniche e Lourinhã, está a dar apoio a todos os agricultores da região no sentido de fazer o levantamento dos prejuízos e os reportar ao Ministério da Agricultura.
Confederação das Cooperativas Agrícolas pede apoios do Governo
Ferreira do Zêzere sem comunicações em 95% do concelho
Bruno Gomes, presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, diz que 95 por cento do concelho continua sem comunicações.
Bruno Gomes deixou um apelo ao Governo: "preciso de ajuda nacional". "Preciso de reforços, preciso de mais entidades", apelou.
Câmara de Alcácer do Sal vai pedir ao Governo que decrete estado de calamidade
A Câmara de Alcácer do Sal tenciona pedir hoje ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, devido aos prejuízos causados pelas inundações na cidade e estragos resultantes da passagem da depressão Kristin no município.
"Ainda não conseguimos avaliar esses prejuízos e, por isso mesmo, é que dizemos que é importante a questão do estado de calamidade, porque temos uma série de estabelecimentos comerciais, casas particulares e o lar [de idosos que foi evacuado] que têm inundações grandes", disse hoje à agência Lusa, a presidente do município, Clarisse Campos.
De acordo com a autarca, a subida do Rio Sado causou várias inundações na baixa da cidade, nomeadamente na Avenida dos Aviadores, a zona mais crítica de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, causando prejuízos em estabelecimentos de "restauração, pastelaria e artesanato".
"De certeza que os prejuízos serão elevados, para além de serviços afetados desde o fim de semana naquelas regiões onde as estradas tiveram de ser cortadas e as populações isoladas" afetando "o negócio" nessas zonas, acrescentou.
Dez estações meteorológicas registaram rajadas de vento superiores a 120 km/hora
Dez estações meteorológicas em Portugal continental registaram na quarta-feira rajadas de vento superiores a 120 quilómetros por hora, tendo a mais intensa atingido os 208,8 km/hora em Degracias, no concelho de Soure.
A rajada máxima associada à depressão Kristin foi registada às 05:40 de quarta-feira na Estação Meteorológica da Comunidade Intermunicipal da região Coimbra (CIM), situada no Parque Eólico das Degracias, disse à Lusa uma fonte oficial da CIM.
Contactada pela Lusa, uma fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) afirmou que esta situação está reportada no seu `site`, mas sublinhou que os dados ainda carecem de validação oficial.
"Trata-se de uma estação da Comunidade Intermunicipal de Coimbra, integrada na nossa rede", mas, explicou, nem sempre as estações operam exatamente com os mesmos parâmetros e, para efeitos de comparação, é necessário garantir que as condições são equivalentes.
A mesma fonte admitiu que a rajada registada em Soure poderá ter sido a mais forte até ao momento, mas ressalvou que poderão existir outras, eventualmente ainda mais intensas.
Observou também que a estação se encontra a 524 metros de altitude, um fator que impacta "muito em termos de vento".
Exemplificou que uma estação localizada a esta altitude pode registar rajadas nesta ordem, enquanto outra localizada a uma cota inferior, próxima de uma zona habitada, pode registar valores mais baixos, mas ter um impacto muito maior na vida das pessoas.
Até ao momento, a rajada mais forte validada pelo IPMA foi de 149 km/hora no Cabo Carvoeiro, Peniche, às 04:00 de quarta-feira, no entanto a base aérea de Monte Real registou uma rajada de vento com 176 quilómetros por hora pelas 5:00 e com 178 quilómetros por hora pouco tempo depois.
Na lista do IPMA seguem-se rajadas registadas em Ansião, no distrito de Leiria, (146 km/h, às 05:30), Leiria/aeródromo (142 km/h, às 05:00), Castelo Branco (137 km/h, às 06:20), Fóia, na Serra de Monchique, (135 km/h, às 06:40).
Em Vale Donas, em Tomar, foi registada uma rajada de vento de 133 km/h, às 05:30, no Cabo da Roca, 131 km/h, às 03:00, Santa Cruz, em Torres Vedras, 128,9 e Cavalos de Caldeirão, em Loulé, 120,2 km/hora, segundo dados publicados no `site` do IPMA consultados pela Lusa.
Em comunicado, o IPMA explicou a génese da tempestade Kristin, cujo principal impacto resultou da intensidade do vento.
"Um núcleo depressionário que se formou e desenvolveu no bordo sul da tempestade Joseph, sofreu um processo de ciclogénese explosiva a oeste da costa ocidental portuguesa (com rápida e significativa diminuição de pressão atmosférica no seu centro)", no período compreendido entre as 21:00 de terça-feira e as 03:00 quarta-feira.
Este núcleo foi nomeado pelo IPMA como tempestade Kristin.
Segundo o instituto, "esta tempestade sofreu intrusão de ar estratosférico, bastante seco, que ao entrar na sua circulação condicionou e determinou as suas características, que foram as de uma tempestade de vento".
"As correntes de ar seco vão evaporando e sublimando hidrometeoros (água e gelo), presentes na massa nebulosa, o que contribui para que se tornem progressivamente mais frias, densas e, consequentemente, acelerem à medida que vão descendo", explica.
"Em alguns casos, como no presente, essas correntes de ar podem alcançar a superfície junto à extremidade sul da massa nebulosa, onde produzem episódios de vento muito forte, em geral durante poucas dezenas de minutos, mas, frequentemente, bastante destrutivos", sublinha.
O IPMA acrescenta que o padrão observado por satélite e radar meteorológico está historicamente associado a este tipo de correntes, designadas pela comunidade científica como correntes de jato do tipo `Sting` (do inglês, "ferrão"), fenómeno claramente identificado neste caso.
"Em geral, a área onde o vento mais forte ocorre corresponde a um corredor relativamente estreito à superfície, da ordem de poucas dezenas de quilómetros", explica.
O que provocou as falhas de energia e quando serão resolvidas? Presidente da E-Redes em entrevista na RTP Notícias
“Foi uma devastação muito grande”, pelo que “houve muita infraestrutura danificada”, nomeadamente “muitos postes partidos e muitas linhas caídas no chão”, assim como árvores caídas sobre linhas de média e alta tensão, exemplificou.
Questionado sobre se poderá demorar semanas ou meses até que a normalidade seja reposta, José Ferrari Careto respondeu negativamente.
“Não conto com isso. Não vou dizer uma data precisa em relação a termos a situação totalmente resolvida, mas posso dizer que neste momento estamos muito focados na alta tensão” e nas subestações, para que possam ser depois repostas as linhas de média e baixa tensão, acrescentou.
Câmara do Porto posiciona meios para eventuais cheias na zona ribeirinha
A Câmara do Porto já posicionou "todos os meios" necessários para eventuais cortes de via e para apoiar a população da zona ribeirinha em caso de cheias, disse hoje à Lusa a Proteção Civil Municipal.
De acordo com Ricardo Pereira, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e comandante dos Sapadores Bombeiros, os serviços têm "estado presencialmente na Ribeira e Miragaia durante todas as preia-mar" e na noite de quarta-feira tomaram diligências preventivas de apoio à população.
"Os moradores de Miragaia foram convidados a estacionar as suas viaturas no parque da Alfândega do Porto, gratuitamente, e os serviços municipais alocaram equipas em prevenção, caso fosse necessário deslocar e acomodar bens dos estabelecimentos", especificou o comandante, que acrescentou que a Polícia Municipal também esteve nestas zonas com reboques de prevenção, "caso fosse necessário remover viaturas da zona de Miragaia".
Já durante a manhã de hoje, "foram posicionados todos os meios para eventuais cortes de via".
Num balanço efetuado hoje às 12:15, já depois da preia-mar, o comandante adjunto da Capitania do Porto do Douro, Miguel Cervaens Costa, adiantou à Lusa que, entre as 11:00 e o 12:00, coincidindo com o pico da preia-mar, a água entrou nas caves do Postigo do Carvão e nas zonas baixas junto ao Hotel Pestana, na Ribeira, no Porto.
A situação deve-se ao elevado volume de água libertado pela Barragem de Crestuma-Lever, que regista atualmente caudais superiores a 4.500 metros cúbicos por segundo.
"O que nós esperamos a partir de agora, entrando na vazante, é que estas cotas se mantenham estáveis e até comecem a descer neste período", indicou aquele responsável.
A saturação dos solos, a pluviosidade, a água proveniente de Espanha e dos afluentes, mantém a bacia do Douro sob monitorização rigorosa. Na Régua, o nível da albufeira atingiu, na quarta-feira, a cota de 7,2 metros.
De acordo com o `site` da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Bacia do Douro encontra-se em "situação de risco" de cheias.
Na segunda-feira, a Proteção Civil Municipal andou a distribuir pelos comerciantes e moradores da zona ribeirinha do Porto um aviso em papel com a listagem de medidas preventivas, contactos de emergência e os "locais historicamente mais vulneráveis".
De acordo com o aviso distribuído à data, o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro da Capitania do Porto do Douro promulgou na quarta-feira o aviso amarelo para todas as albufeiras do rio Douro, podendo verificar-se precipitação intensa e a possibilidade de alagamentos no estuário do Douro em locais como Postigo do Carvão, Ribeira, Miragaia, Cais do Ouro, Passeio Alegre e Rua das Sobreiras.
Marinha Grande acionou Plano Municipal de Emergência
O município da Marinha Grande acionou na quarta-feira o Plano Municipal de Emergência na sequência da passagem da depressão Kristin.
A energia elétrica, telecomunicações e abastecimento de água estão interrompidos, sem previsão de quando serão restabelecidos. As escolas do concelho estão ecerradas.
Face à gravidade da situação, o município da Marinha Grande apela a outros municípios “que possam empenhar meios humanos e materiais, bem como o transporte de água potável, para auxiliar os trabalhos de socorro e limpeza, bem como o abastecimento de água à população”.
Mais de metade do concelho de Montemor-o-Velho sem energia
Em Montemor-o-Velho, as escolas reabriram hoje, mas três continuam sem aulas por falta de energia. O concelho viveu um verdadeiro apagão, com a passagem da depressão, que levou telhados e destruiu produções agrícolas e derrubou centenas de árvores.
Falhas do SIRESP são consequência da forma como sistema está ligado, alerta Associação de Proteção e Socorro
As falhas do SIRESP são inevitáveis porque o sistema atingiu o limite das capacidades, alerta a o presidente da Associação de Proteção e Socorro. João Paulo Saraiva diz que a ligação por cabo das estações retransmissoras é ainda o principal problema e defende o regresso aos 'minilinks' entre estes sistemas comunicativos.
Cerca de 60 pessoas alojadas provisoriamente no estádio da Marinha Grande
“A Força Aérea pode ceder tendas de campanha para até 50 pessoas”, acrescenta.
Reposição de serviços em Leiria enfrenta maiores dificuldades, diz Vodafone
A Vodafone Portugal adiantou hoje que a reposição dos seus serviços em Leiria, um dos distritos onde se registaram mais estragos devido à depressão Kristin, enfrenta ainda dificuldades, uma vez que está dependente do acesso às infraestruturas afetadas.
"O distrito de Leiria, por ter sido particularmente afetado, é também aquele onde a reposição dos serviços enfrenta maiores dificuldades, já que está dependente de condições de acesso às infraestruturas afetadas e da reposição do fornecimento de energia", indicou fonte oficial da Vodafone Portugal, numa nota enviada à Lusa.
Persistem assim dificuldades na reposição da rede móvel, mas a Vodafone fez deslocar para a cidade de Leiria, em articulação com a Proteção Civil, duas estações base móveis para reposição e reforço da cobertura em locais considerados estratégicos.
Paralelamente, está a ser reforçada a autonomia energética em três `sites` móveis, com a colocação de geradores.
O serviço físico já se encontra recuperado, mas o acesso de clientes está dependente do restabelecimento da energia elétrica nas suas casas.
A Vodafone também reforçou a autonomia energética de `sites` móveis na Marinha Grande, Nazaré, Figueira da Foz, Fátima e Peniche.
Em particular, na Figueira da Foz já estão recuperados os serviços móvel e fixo.
A empresa perspetiva ainda que ainda hoje outras localidades da zona Centro tenham também os seus serviços restabelecidos.
Segundo a mesma nota, a Vodafone Portugal ativou igualmente a sua equipa de voluntários de resposta a situações de emergência, "que vai dar apoio de conectividade a locais com necessidades criticas".
Forças Armadas envolvidas no apoio à população, diz Nuno Melo
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, disse hoje que as Forças Armadas estão envolvidas no apoio às populações prejudicadas pela tempestade Kristin, referindo ainda que houve estruturas militares afetadas.
"As Forças Armadas estão envolvidas no apoio à população civil, também neste caso, sendo que as próprias Forças Armadas receberam avultados os prejuízos, infelizmente", afirmou Nuno Melo.
O ministro disse ter dado instruções ao Exército para, no limite das suas capacidades, auxiliar a população civil.
Esta manhã, na Turquia, à margem da cerimónia que assinalou o início da construção do primeiro de dois navios reabastecedores e logísticos para a Marinha portuguesa, Nuno Melo foi questionado sobre os impactos da tempestade em Portugal nas infraestruturas das Forças Armadas, depois de a Base Aérea N.º 5, Monte Real, em Leiria, ter registado vários danos.
"Infelizmente os prejuízos são avultados e são avultados desde logo por uma base aérea em particular com equipamento danificado", afirmou.
"Enquanto falamos, há militares do Exército e também da Força Aérea que estão empenhados, o alojamento de populações também está a ser assegurado pelas Forças Armadas", afirmou, mais tarde, em declarações aos jornalistas no aeroporto de Istambul, Turquia, de onde vai regressar mais cedo para Portugal, adiando a ida à Polónia.
Nuno Melo adiantou que há ainda um caso "muito particular em Lisboa" em que o Exército acolheu 34 refugiados ucranianos em duas instalações.
Mais de 60 vias afetadas no distrito de Santarém
O distrito de Santarém regista hoje 65 vias afetadas por inundações, cortes e condicionamentos devido ao mau tempo, de acordo com o comunicado emitido pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo.
Segundo a Proteção Civil, prevê-se que os caudais continuem a subir nas próximas horas, o que poderá agravar os galgamentos e a acumulação de água nas zonas ribeirinhas e em vias municipais e nacionais do distrito.
Em Santarém, permanecem submersas a Estrada Nacional (EN) 365-4 na Ponte de Alcaides, a Ponte do Celeiro, a Ponte do Alviela (EN365) entre Pombalinho e Vale de Figueira e a Estrada do Campo (Estrada Municipal -- EM 1348) em Vale de Figueira, além do cais da ribeira de Santarém.
Há ainda cortes e dificuldades em Pernes, com a Estrada do Livramento e a Ponte da Ribeira de Pernes submersas, bem como registo de cedência de talude na estrada de acesso ao centro histórico pela zona de Alfange.
No Cartaxo, estão inundadas a EN114-2, entre Setil e a ponte do Reguengo, e a EN3-2 entre Reguengo e Valada, além de troços municipais como a EM587 (Lance das Três Pontas--Vale de Santarém).
Em Salvaterra de Magos, há submersões na Estrada do Paúl entre Marinhais e Foros de Salvaterra e noutros arruamentos entre Escaroupim e a Estrada dos Toiros.
Em Golegã, além de campos agrícolas inundados nas freguesias da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, a EM572 (São Caetano--Quinta da Cardiga--Vila Nova da Barquinha) tem uma ponte em risco de colapso.
Em Vila Nova da Barquinha, o cais do Almourol e o parque ribeirinho estão interditados e há condicionamentos na EN3 entre os cruzamentos da praia do Ribatejo e da Fonte Santa.
Em Alpiarça, estão cortadas a EN368 (Alpiarça--Tapada) e a EM1391, mantendo-se interditados outros troços usados como alternativa.
Em declarações à agência Lusa, o segundo comandante sub-regional da Lezíria do Tejo, Rodrigo Bertelo, afirmou que a última madrugada foi "um pouco mais calma" na Lezíria do Tejo, depois de a chuva e o vento terem abrandado, embora persistam várias situações ainda em resolução devido ao mau tempo registado na quarta-feira.
O comandante explicou que, entre a madrugada de hoje e a anterior, se registaram "cerca de 250 ocorrências", incluindo limpezas de via, salvamentos aquáticos, quedas de árvores, movimentos de massa, inundações e quedas de estruturas, sublinhando que os dados ainda estão a ser atualizados.
Entre as situações mais recentes, o comandante revelou que o tabuleiro da antiga Ponte da Escusa, no concelho de Coruche, "abateu e caiu ao rio", depois de já se encontrar encerrado, acrescentando que o desvio alternativo usado pela população ficou igualmente submerso.
O responsável confirmou ainda danos no complexo desportivo de Rio Maior, uma fuga de gás no Centro de Saúde de Rio Maior e um incidente com libertação de hipoclorito de sódio no Porto Alto, em Samora Correia, motivado pela queda de uma estrutura.
Sobre os concelhos mais afetados da Lezíria do Tejo, o comandante destacou Santarém, com 87 ocorrências, seguido de Almeirim, com 29, e Benavente, com 27, mantendo-se os restantes concelhos com cerca de duas dezenas de situações cada.
Baixa de Alcácer do Sal inundada e lar de idosos evacuado
A baixa de Alcácer do Sal está totalmente inundada. Por precaução, foi evacuado um lar de idosos. Na manhã desta quinta-feira, também já foram retiradas algumas pessoas que ficaram isoladas nas habitações.
Autarca da Marinha Grande fala em "milhões e milhões de prejuízos"
Na Marinha Grande, a tempestade fez estragos nas três freguesias do concelho. Habitações, comércio, indústria e várias infraestruturas municipais foram arrasadas pelo mau tempo.
Muitas zonas de Leiria continuam sem eletricidade, água e comunicações
O presidente da Câmara de Leiria espera que ainda esta quinta-feira seja restabelecido o abastecimento de água em todo o município. Estão também em curso os trabalhos de reposição de energia elétrica e de limpeza das ruas.
"Todos os municípios serão auscultados". Montenegro admite recurso a apoios europeus
"Temos uma noção agora ainda mais próxima da dificuldade que muitas famílias e concidadãos estão a sentir fruto da inacessibilidade da comunicação com quem quer que seja. Desde a primeira hora, quer nas ações preventivas antes do evento, quer no decurso do evento, quer nos momentos imediatamente seguintes, temos colocado todas as nossas capacidades, quer do perímetro público, quer do perímetro privado e social alocadas ao espaço onde os impactos foram mais significativos, para acudir às situações mais urgentes e para repor a normalidade, nomeadamente naquilo que é mais importante, como seja o abastecimento de água, o fornecimento de energia elétrica e o funcionamento de infraestruturas essenciais, como a área da saúde", enumerou Luís Montenegro.
Quanto à decisão de decretar a situação de calamidade na zonas mais afetadas, tomada em sede de Conselho de Ministros ao início da manhã, o chefe do Executivo explicou que não se trata de elevar "a prontidão em termos de recursos e meios disponíveis": "O que começamos a desenhar são os mecanismos para de uma forma mais célere, menos burocrática, mais expedita, podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno".Montenegro propôs-se "instar todas as entidades que têm responsabilidades, nomeadamente as companhias seguros, a cumprirem o seu papel", para acrescentar que será também assumida "a responsabilidade que cabe aos poderes públicos".
O primeiro-ministro salientou, em seguida, o "espírito de solidariedade" dos portugueses, embora reconhecendo também a "revolta" face à violência do fenómeno meteorológico que se abateu sobre o país.
"Apelamos à tranqulidade e à serenidade", insistiu o governante.
Tempestade Kristin derrubou 61 postes de muita alta tensão
A passagem da depressão Kristin, na madrugada do dia 27, deixou inoperacionais 774 quilómetros (7%) de linhas de muita alta tensão e derrubou 61 postes, informou hoje a Rede Nacional de Transporte de Eletricidade (REN).
Em comunicado, a REN referiu que várias das dez linhas afetadas têm importância crítica, nomeadamente na ligação das Zonas Norte e Sul do Sistema Elétrico Nacional (SEN).
Ainda assim, as operações técnicas e medidas de prevenção adotadas nas horas que antecederam a tempestade asseguraram que não houve quaisquer perturbações de abastecimento do SEN atribuíveis às infraestruturas operadas pela REN, referem.
Associação está a recolher informação sobre danos cobertos por seguro
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) está a recolher informação junto das empresas do setor para apurar dados sobre o impacto da depressão Kristin "relativamente aos danos cobertos por seguro", disse à Lusa fonte oficial da entidade.
A mesma fonte da APS, associação que representa mais de 99% do mercado segurador nacional, indicou que "as equipas das empresas de seguros estão já no terreno a avaliar os prejuízos e a ajudar os clientes afetados" pela intempérie que provocou danos pessoais e materiais em várias regiões.
Reafirmou ainda a necessidade de se encarar os "eventos extremos da natureza e dos riscos catastróficos de forma integrada", assim como a "disponibilidade do setor segurador para ser parte de uma solução abrangente que permita assegurar maior proteção aos cidadãos e empresas afetadas por estas catástrofes".
Marcelo concordou com estado de calamidade e visitará mais tarde áreas afetadas
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi informado pelo primeiro-ministro e concordou com a decisão do Governo de decretar o estado de calamidade nas áreas mais afetadas pela tempestade Kristin, que visitará mais tarde.
Esta informação consta de uma nota publicada na página oficial da Presidência da República na Internet.
"O Presidente da República foi previamente informado pelo primeiro-ministro da decisão do Governo, com a qual concordou, de decretar o estado de calamidade, nos termos da Lei de Bases da Proteção Civil. Passada a fase em curso de intervenção da Proteção Civil, o Presidente da República visitará as áreas mais afetadas", lê-se na nota.
Luís Montenegro já está em Leiria
Ventura critica "desaparecimento" do Governo e do presidente perante "intempérie terrível"
“Senti, francamente, que da parte do Governo, da parte do presidente da República, houve um certo desaparecimento nesta matéria. E este é daqueles momentos em que os agentes políticos devem estar presentes”, disse aos jornalistas em Coimbra.
Sobre a visita do primeiro-ministro a Leiria agendada para hoje, Ventura entende que Montenegro “já devia ter tomado essa iniciativa, assim como decretado o estado de calamidade”, algo que aconteceu esta manhã.
Questionado sobre como teria atuado como presidente da República, o candidato respondeu que o teria feito “com proximidade”.
“Aliás, notou-se até que Marcelo Rebelo de Sousa teve proximidade noutros contextos e que agora decidiu não o fazer. É uma opção do próprio”, criticou.
Mau tempo provoca dois feridos em Alvaiázere
Em Alvaiázere, distrito de Leiria, há a registar dois feridos, um ligeiro e outro em estado grave, em consequência do mau tempo.
"Situação limite" na Marinha Grande, avisa autarca
“Estamos com bastantes dificuldades na retoma de energia elétrica”, o que afeta também o abastecimento de água, não havendo “previsão nenhuma” de quando a questão estará resolvida, declarou Paulo Vicente.
“Estamos mesmo numa situação limite”, alertou. “A situação está dramática. Já apelámos à região para nos fornecer cisternas para abastecermos a população, mas está muito difícil”.
"Há muito trabalho de limpeza a fazer", diz presidente de Leiria
Leiria foi uma das regiões mais afetadas pela depressão Kristin. Depois de o pior já ter passado, o presidente da Câmara da região disse que "há muito trabalho de limpeza a fazer".
Nuno Melo antecipa regresso a Portugal e adia ida à Polónia
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, antecipou hoje o regresso a Portugal, que estava previsto para sexta-feira, adiando a ida à Polónia, devido à situação no país causada pela tempestade Kristin.
Nuno Melo viajou num KC-390 até Istambul, na Turquia, na passada terça-feira, para avaliar oportunidades de parceria com este país no âmbito das indústrias de Defesa e reequipamento das Forças Armadas.
O périplo incluía ainda uma passagem, na quinta-feira, pela capital da Polónia, Varsóvia, onde teria uma reunião com o seu homólogo, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, "com vista à criação de sinergias entre os dois países".
Esta manhã, na Turquia, à margem da cerimónia que assinalou o início da construção do primeiro de dois navios reabastecedores e logísticos para a Marinha portuguesa, Nuno Melo foi questionado sobre os impactos da tempestade em Portugal nas infraestruturas das Forças Armadas, depois de a Base Aérea N.º 5, Monte Real, em Leiria, ter registado vários danos.
"Infelizmente os prejuízos são avultados e são avultados desde logo por uma base aérea em particular com equipamento danificado", afirmou.
Nuno Melo disse ter dado instruções ao Exército para, no limite das suas capacidades, auxiliar a população civil.
"As Forças Armadas estão envolvidas no apoio à população civil, também neste caso, sendo que as próprias Forças Armadas receberam avultados os prejuízos, infelizmente", acrescentou.
Junta das Meirinhas em Pombal antecipa 500 milhões de euros de prejuízo
O presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, concelho de Pombal, antecipou hoje prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros e garantiu que das 180 empresas da freguesia 170 "estão sem telhado" devido à depressão Kristin.
"Neste momento, eu quantifico mais de 500 milhões [de euros] de prejuízo só na freguesia das Meirinhas. Em 95% da minha freguesia as pessoas estão a viver à chuva", afirmou à agência Lusa João Pimpão, presidente daquela junta do distrito de Leiria.
Segundo o autarca, uma das empresas da freguesia, a Adelino Duarte da Mota, que "fornece 80% da pasta para a cerâmica nacional, tem mais de 30 milhões de euros de prejuízo".
"A fábrica subiu e rodou [devido ao vento], está em risco a fileira da cerâmica nacional", avisou, adiantando que na empresa Transportes Central Pombalense "os telhados voaram todos, estão mais de 10 milhões de euros de prejuízo".
João Pimpão acrescentou que "todas as empresas, mas todas, todas, todas, que têm infraestruturas, têm as máquinas à chuva", e alertou que se não forem colocados geradores nas maiores empresas da freguesia vai haver "um prejuízo incalculável".
"Isto está muito, muito, muito difícil, muito duro, isto está uma desgraça, está uma vergonha, está um horror", relatou, avisando que a freguesia não tem eletricidade, nem telecomunicações.
Confederação dos Agricultores de Portugal regista cerca de 40 ocorrências
Descargas de água no Alqueva são "manobra de segurança" e permitem produção de energia
“Só quando há uma conjugação de fatores, com o nível elevado de armazenamento e uma velocidade de subida superior àquela que conseguimos escoar pelas turbinas, é que temos necessidade de fazer as descargas desta forma”, elucidou.
Há também água a ser utilizada para a produção de energia elétrica. “Essa é sempre a prioridade. Nós tentamos gerir o armazenamento apenas por turbinamento. Quer dizer que escoamos a água pelas turbinas e geramos eletricidade”, vincou.
Neste momento, os quatro grupos hidroelétricos de Alqueva, que “têm uma potência de 520 megawatts”, estão todos a produzir em contínuo.
“A monitorização é feita hora a hora, segundo a segundo” e as descargas irão manter-se pelo menos durante o dia de hoje, acrescentou.
Prejuízos em Penela ultrapassam os dois milhões de euros
Os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin no concelho de Penela poderão ultrapassar os dois milhões de euros, disse o presidente da Câmara à agência Lusa, sublinhando que a estimativa é "inicial e muito conservadora".
"Os prejuízos no município ainda não consigo quantificar, mas arriscaria atirar com um valor superior a dois milhões de euros [ME] de prejuízos, por baixo. É uma previsão muito conservadora", afirmou Eduardo Nogueira Santos.
Segundo o autarca, foram registadas cerca de 130 ocorrências até às 18:00 de quarta-feira, com o mau tempo a causar danos "em todos os edifícios públicos", como os Paços do Concelho, a Biblioteca Municipal, a ETP Sicó, todas as escolas do Agrupamento e também no quartel dos bombeiros.
"Várias empresas sofreram danos elevados", acrescentou.
Hoje, reabria apenas a escola sede do Agrupamento em Penela, permanecendo encerradas a creche da Santa Casa da Misericórdia e as escolas do 1.º ciclo do Espinhal e da Cumeeira.
"Ainda não estão reunidas as condições de segurança mínimas para retomar a atividade", referiu este autarca do distrito de Coimbra.
Seguro em contacto com autarcas das zonas afetadas
O socialista assegurou que tem estado em contacto com os autarcas, tendo falado ainda hoje com o presidente da Câmara de Castelo Branco.
“A minha preocupação tem sido a de me pôr à disposição dos autarcas e perguntar em que é que posso ajudar, em que é que posso ser útil”, disse aos jornalistas numa ação de campanha em Almada.
No entanto, ao chegar ontem à sua zona de residência, nas Caldas da Rainha, e ver árvores caídas, pensou: “não posso estar aqui sem ir a Leiria”.
“E, portanto, fui a Leiria, à Marinha Grande. Andei por ali e, de facto, é chocante. Impressionou-me”, contou.
O candidato a Belém disse ainda que, quando estava na autoestrada a chegar a Leiria, notou que “parece que houve uma lâmina que passou e cortou completamente as árvores a meio”.
“Foi uma destruição brutal. Não há palavras”, acrescentou.
Governo decreta situação de calamidade nas zonas mais afetadas
“Informamos também que o primeiro-ministro decidiu cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia”, pode ler-se.
Barragem do Alqueva com descargas que não se viam desde 2013
Confederação dos Agricultores fala em plantações completamente destruídas
Troços das Linhas do Norte, Beira Baixa, Oeste e Ramal de Alfarelos suspensos
A circulação em vários troços das Linhas do Norte, da Beira Baixa, do Oeste e no Ramal de Alfarelos, em Coimbra, estava hoje às 09:00 suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).
Em comunicado, a IP informa que está suspensa a circulação de comboios na Linha do Norte entre Fátima e Alfarelos, na Linha da Beira Baixa entre Ródão e Castelo Novo (Castelo Branco) e na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira e entre Louriçal e Figueira da Foz.
Está igualmente suspensa a circulação no Ramal de Alfarelos entre Alfarelos e a Figueira da Foz.
O Ramal de Alfarelos une as estações de Alfarelos, na Linha do Norte, e a Bifurcação de Lares, na Linha do Oeste.
"Estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço", refere ainda a IP.
Autoridades preocupadas com subida do caudal dos rios
Lousã alerta para subida rápida da água em rios e ribeiras
A Câmara Municipal da Lousã alertou hoje para uma subida rápida do volume de água em rios e ribeiras do concelho, devido ao mau tempo, e apelou à adoção de medidas preventivas.
Numa publicação nas redes sociais, a autarquia avisou que está prevista "uma subida rápida dos caudais dos cursos de água no concelho (nomeadamente rios e ribeiras)".
Entre as medidas preventivas recomendadas pela Câmara da Lousã, no distrito de Coimbra, e pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, está a necessidade de se evitar a permanência ou circulação junto a rios, ribeiras e zonas inundáveis; não atravessar linhas de água, a pé ou de viatura, ou redobrar cuidados em deslocações, sobretudo em vias próximas de cursos de água.
Destaque ainda para a adoção "de medidas preventivas para a proteção de pessoas e bens, assegurando a salvaguarda de viaturas, equipamentos e outros bens em zonas suscetíveis a inundações" e "garantir a desobstrução de sistemas de drenagem junto a habitações".
A mesma fonte acrescentou que as equipas municipais e os agentes de Proteção Civil mantêm-se em permanente acompanhamento da situação, atuando sempre que necessário.
Mira desativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil
O município de Mira, no distrito de Coimbra, desativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, após o mau tempo provocado pela passagem da depressão Kristin.
Numa publicação nas redes sociais, a Câmara Municipal afirmou que, "na sequência da avaliação das ocorrências resultantes da passagem da tempestade Kristin pelo território, verificou-se que estão reunidas as condições para a reposição da normalidade".
Assim, o presidente da autarquia, Artur Jorge Ribeiro Fresco, determinou a desativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.
"Mantém-se, no entanto, o alerta à população para que continue vigilante e atenta às comunicações e indicações da Proteção Civil, adotando, sempre que necessário, os comportamentos adequados".
Escolas do concelho da Sertã fechadas por questões de segurança
As escolas do concelho da Sertã, no distrito de Castelo Branco, continuam hoje fechadas por questões de segurança, anunciou a Câmara Municipal.
"Após a situação vivida na madrugada de 28 de janeiro, registaram-se inúmeras ocorrências por todo o concelho, nomeadamente a queda de árvores, de postes de eletricidade de baixa e média tensão, e o destelhamento de diversos edifícios", referiu, em comunicado, o município da Sertã.
A autarquia explicou ainda que, apesar da normalidade se estar a restabelecer, por questões de segurança todos os estabelecimentos de ensino do concelho estarão encerrados durante o dia de hoje.
O município da Sertã ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil às primeiras horas da manhã de quarta-feira, em virtude da passagem da depressão Kristin pelo concelho.
Atendendo ao elevado número de ocorrências registadas, as corporações de bombeiros voluntários da Sertã e de Cernache do Bonjardim, forças de segurança e o Serviço Municipal de Proteção Civil têm respondido às diversas situações com a brevidade possível.
Contudo, a autarquia salientou que há ainda algumas ocorrências que carecem de resolução devido à sua complexidade.
"Apesar de neste momento não existir nenhuma via de comunicação principal interdita ou condicionada (EN2 e IC8), adverte-se para a existência de estradas e caminhos municipais condicionados, assim como arruamentos de acessos a algumas localidades, pelo que o município da Sertã apela à máxima precaução durante a circulação nas estradas".
A Câmara da Sertã informou também que, até ao momento, não se registaram vítimas nem feridos e deixou um apelo à calma e serenidade da população até à reposição da normalidade.
"A energia elétrica e as telecomunicações estão a ser repostas gradualmente por todo o concelho".
PCP pede declaração de calamidade e apoios imediatos às populações
O secretário-geral do PCP defendeu hoje no Tramagal, Abrantes, que o Governo deve ponderar declarar o estado de calamidade nas zonas mais afetadas pelo mau tempo e avançar sem demora com apoios imediatos a populações e empresas.
Em declarações à agência Lusa, no Tramagal, distrito de Santarém, Paulo Raimundo começou por apresentar as condolências às famílias das vítimas, realçando que "o país enfrentou um fenómeno com uma intensidade que há muito não se via, particularmente em algumas regiões".
À margem de uma ação junto à porta da fábrica da Mitsubishi Fuso, em contacto com trabalhadores numa iniciativa contra a proposta de pacote laboral, o dirigente comunista sublinhou a necessidade de identificar rapidamente os danos causados pela intempérie.
"Muita gente ficou sem habitação, há empresas paradas por razões da intempérie. É preciso identificar rapidamente esses problemas e o Governo não pode enrolar nas medidas que se impõem já, de apoio e de garantias, em articulação com as autarquias para responder no concreto", afirmou.
Paulo Raimundo referiu que o PCP já questionou o Governo sobre a resposta à situação e criticou a hesitação quanto à eventual declaração do estado de calamidade.
"Hoje ouvimos notícias de que não se pode decretar o estado de calamidade por esta ou por aquela razão. Eu acho que depende da dimensão do que aconteceu e do que se vai conhecendo a cada hora que passa. O Governo devia ponderar se sim ou não decretar", defendeu.
O secretário-geral do PCP considerou que, apesar de os impactos não terem sido iguais em todo o território, trata-se de "um impacto nacional" que exige uma resposta célere do executivo.
"Foi tão lesta a decisão do IRC para os grandes grupos económicos, também não devia haver hesitação na rapidez para responder às necessidades das pessoas", acrescentou.
Questionado sobre se pondera visitar alguns dos locais afetados, Paulo Raimundo respondeu que essa deslocação só fará sentido se for para ajudar.
"Se é para ajudar, vai-se. Se é para atrapalhar, não vale a pena. O que é preciso agora é que se restabeleçam as condições mínimas, comunicações, água, que se garantam os apoios imediatos e que se dê espaço à Proteção Civil, aos bombeiros e aos serviços para trabalharem", afirmou.
O dirigente comunista concluiu, apelando a que ninguém interfira no trabalho das equipas no terreno: "Espero que ninguém ouse atrapalhar quem está a trabalhar nesta situação".
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Kristin provoca inundações em Alcácer do Sal
Alcácer do Sal está a braços com as inundações provocadas pela depressão Kristin. Na quarta-feira, 20 utentes de um lar de idosos tiveram de ser retirados.
Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos pede socorro
O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, pediu hoje socorro e a declaração de calamidade, e alertou que o concelho, devido ao mau tempo, está "a viver um dos piores momentos da sua história".
"Estou a ligar do telefone satélite dos bombeiros porque, efetivamente, não temos comunicações. Nenhuma rede móvel funciona nesta terra, neste concelho. Nós não temos possibilidade nenhuma de falar com o exterior e estamos neste momento a pedir socorro", afirmou à agência Lusa Carlos Lopes.
Carlos Lopes disse esperar que este pedido de socorro "possa chegar a todos aqueles que têm responsabilidades neste país, na área da Proteção Civil e na área da segurança das pessoas".
"Estamos, neste momento, completamente desesperados e não sabemos o que é que podemos fazer", adiantou.
Segundo o autarca, o concelho tem "um rasto de destruição por todo o território".
O concelho "não tem comunicações, não tem energia", tem, neste momento, "água nas freguesias para mais cerca de 12 horas" e "grandes dificuldades em termos daquilo que é a manutenção dos lares" de idosos, alertou.
"Estamos completamente isolados. Figueiró dos Vinhos considera-se completamente isolado do resto do distrito, da região e do país", declarou o presidente do município, apelando para que o Governo "olhe para este território e também consiga, de alguma forma, equacionar a possibilidade de decretar o estado de calamidade".
A destruição inclui infraestruturas municipais, sinalização, muros e derrocadas, com os serviços a tentarem resolver onde conseguem chegar.
Referindo que em todas as povoações do concelho há "centenas de coberturas de habitações destruídas", o autarca explicou que há pessoas que terão, provavelmente de ser realojadas, "porque já não há condições para as manter" nas suas casas, pois muitas "estão a céu aberto".
"Precisamos muito da solidariedade do Governo, precisamos muito da solidariedade das entidades públicas, precisamos muito de dar uma resposta a uma população que está a viver, em poucos anos, a segunda maior tragédia das últimas décadas", salientou, numa alusão aos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, que também atingiu, entre outros, o concelho de Figueiró dos Vinhos.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
(Lusa)
"Impacto devastador" da passagem da Kristin na Figueira da Foz
Nuno Pinto, comandante dos sapadores da Figueira da Foz, diz que o impacto da passagem da depressão Kristin na Figueira da Foz, na madrugada de quarta-feira, "foi devastador" e fala em "consequências volumosas".
Falta de energia elétrica mantém cinco escolas fechadas em Castelo Branco
Cinco escolas do concelho de Castelo Branco continuam hoje encerradas por falta de condições de funcionamento, nomeadamente falta de energia elétrica, informou a Câmara Municipal.
"Após avaliação técnica efetuada no terreno, não se encontram reunidas as condições necessárias para a reabertura de alguns estabelecimentos de ensino no concelho", anunciou o município de Castelo Branco.
Apesar de todos os esforços desenvolvidos para repor a normalidade, os estabelecimentos de ensino e jardins de infância em Sarzedas, Cebolais de Cima e Retaxo, Alcains, Malpica do Tejo e Salgueiro do Campo encontram-se fechados.
A autarquia explicou ainda que, em relação ao estabelecimento escolar de Salgueiro do Campo, irá ainda avaliar a situação durante a manhã de hoje.
"A situação está a ser acompanhada de perto, em articulação com as entidades responsáveis, estando a reabertura dependente da reposição dos serviços de eletricidade e comunicações".
O município salientou ainda que as equipas municipais, em colaboração com as direções escolares e restantes entidades competentes, "procederam às verificações das infraestruturas, acessos e condições de funcionamento, confirmando a possibilidade do regresso das atividades letivas".
Apesar da aparente normalização da situação, a Câmara de Castelo Branco recomenda a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente atenção a eventuais ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas recentes.
"O Serviço Municipal de Proteção Civil continuará a acompanhar a evolução da situação e apela à colaboração de todos, solicitando que qualquer ocorrência relevante seja comunicada às autoridades competentes".
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
(Lusa)
Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água
A Câmara de Pedrógão Grande, que já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, apelou hoje ao uso responsável e racionado da água, na sequência da passagem da depressão Kristin.
Sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, o município de Pedrógão Grande tem estado igualmente sem comunicações móveis.
Numa nota nas redes sociais publicada hoje às 08:00, esta Câmara do distrito de Leiria lembrou que, "tendo em conta a falha da rede elétrica, poderão ocorrer constrangimentos no abastecimento público de água, situação que será restabelecida com a maior brevidade possível".
Nesse sentido, apelou a que não haja consumos excessivos.
"As principais vias encontram-se desobstruídas, nomeadamente IC8, EN2, EN350, ER236, EN236-1 e CM1160, ainda que com limitações e presença de obstáculos em vários locais. As restantes vias secundárias ainda apresentam constrangimentos, encontrando-se as equipas no terreno a proceder às intervenções necessárias".
A Câmara disse ainda que, "não sendo possível garantir, neste momento, condições de segurança, e desconhecendo-se quando o fornecimento de energia será totalmente restabelecido, as escolas do concelho manter-se-ão encerradas durante o dia de hoje".
"Informa-se a população que a recolha de resíduos urbanos, tanto indiferenciados como dos ecopontos, se encontra atualmente com constrangimentos, em resultado da tempestade. Apela-se à colaboração de todos para que não sejam depositados resíduos fora dos contentores, de forma a evitar riscos para a saúde pública e facilitar o trabalho das equipas no terreno", refere também.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
(Lusa)
Cerca de 450 mil pessoas sem luz, a maioria em Leiria
“A rede elétrica foi ontem bastante impactada pelas condições meteorológicas adversas provocadas pela depressão Kristin, causando vários danos na infraestrutura física de distribuição de eletricidade”, escreveu a E-Redes em comunicado há momentos.
Na zona de Leiria “a rede foi muito afetada”, tendo havido “a queda de postes e linhas de Alta Tensão, que demoram mais tempo a reparar, e que limitam o restabelecimento do abastecimento na Média e Baixa Tensão”.
“As condições metereólogas mantêm-se adversas, o que motiva o aparecimento de avarias em outras zonas do país para além de Leiria”, acrescenta.
A E-Redes diz ainda ter equipas operacionais a trabalhar em contínuo no terreno, estando a haver um reforço de pessoas e equipamentos na zona Centro do país, vindos de outras áreas, continuando cerca de 1.200 operacionais no terreno.
Autarca de Leiria descreve "cenário de guerra", com concelho sem água nem luz
A E-Redes está a tentar repor a energia, que está a ser o principal problema, já que causa também falhas no abastecimento de água.
O concelho está “completamente em blackout”, disse Gonçalo Lopes, adiantando que “a nossa expectativa hoje na reunião que vamos ter às 10h00 é fazer um ponto de situação sobre o período que ainda é necessário para reparar toda a estrutura da REN e da E-Redes”.
Para os habitantes que ficaram sem telhado, estão a ser distribuídas lonas para que possam temporariamente fazer a cobertura dos telhados e enfrentar assim os próximos dias de chuva.
“Hoje o apelo é que permaneçam em casa”, afirmou o autarca. No entanto, aos leirienses que estão fora da cidade e não conseguem contactar com as suas famílias, quis transmitir que “a situação hoje está mais tranquila”.
“Estamos a tentar fazer a primeira operação de limpeza profunda, com a retirada de todo o material vegetal que caiu, que foi muito. As principais árvores de Leiria, dos nossos jardins, desapareceram”, vincou.
“Hoje temos uma operação montada com várias empresas para repor a imagem de Leiria e tentar fazer essa limpeza”.
Devastação em Leiria
Depressão Kristin. Portugal pode acionar Mecanismo Europeu de Proteção Civil
A passagem das várias depressões meteorológicas em Portugal deixaram um vasto rasto de destruição um pouco por todo o território, com incidência na região centro. Para ajudar a ultrapassar situações de catástrofe, qualquer país da União Europeia pode pedir a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Ouve-se falar mais desta possibilidade durante os incêndios mas o Mecanismo Europeu de Proteção Civil está disponível todo o ano e para todo o tipo de catástrofes.
Para ser ativado é preciso que a Bruxelas chegue um pedido expresso de Portugal especificando as necessidades mais urgentes.
O mecanismo prevê o envio, por exemplo, de geradores. Foi o que fez o ano passado quando enviou 13 para a Irlanda depois da tempestade Eówyn que deixou 278 mil pessoas sem eletricidade.
Também já foram enviados para a Ucrânia, mas neste caso por causa dos ataques russos terem danificado as infraestruturas elétricas do país
Os países que podem vir a disponibilizar geradores só precisam de saber a voltagem e a quantidade. O que deve ser expresso no pedido, caso Portugal opte por os pedir.
A comissão europeia está atenta e o comissário com a pasta da energia já veio dizer, na rede social X, que Bruxelas está em contacto próximo com as autoridades portuguesas e com a Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de Eletricidade porque a prioridade é que garantir a segurança e retorno da energia aos cidadãos prejudicados.
O Comissário tem uma visita a Portugal agendada para sexta-feira precisamente para analisar questões de energia e habitação.
Mas o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que ainda não recebei nenhum pedido de Portugal, pode também disponibilizar kits de primeiros socorros, equipamento médico e abrigos e bombas de água por exemplo.
A Comissão Europeia tem avançado com várias iniciativas para convocar os cidadãos para a prevenção sobretudo em caso de catástrofes naturais ou outras.
Bruxelas indica que todos os cidadãos devem ter em casa tudo o que precisarem para ser autossuficientes por 72 horas o que inclui uma lanterna, um rádio, pilhas, comida, água e medicamentos básicos bem como algum dinheiro em numerário e fotocópias de documentos importantes.
Vários países da União Europeia já aconselharam os seus cidadãos a terem esse kit em casa ou num lugar seguro.
Mais tarde, e uma vez avaliados os danos, o governo português pode recorrer ao Fundo europeu de solidariedade para catástrofes que tem regras específicas.
Este fundo ajuda a cobrir custos de emergência, reparação de infraestruturas, alojamento temporário e limpeza, demonstrando a solidariedade europeia.
Como regra geral, o FSUE pode conceder auxílio financeiro nos casos em que o total dos prejuízos diretos provocados por uma catástrofe exceda 3 mil milhões de euros (a preços de 2011) ou 0,6 % do rendimento nacional bruto (RNB) de um país da UE, consoante o que for mais baixo.
Dezenas de pequenas inundações na região
"A esta hora começam a surgir algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações, motivadas não pela chuva excessiva, mas, principalmente, pela falta de telhados", adiantou o segundo comandante sub-regional, Ricardo Costa, ouvido pela Lusa.
De acordo com o mesmo responsável, haverá "muitas centenas e, eventualmente, milhares de casas que terão problemas nos telhados": "As pessoas estão a pedir ajuda, tendo em conta que chove continuamente, não muito forte, mas está a causar muitos danos nas habitações".
"São situações em que não é fácil haver uma intervenção dos bombeiros, porque o nível de água dentro das habitações é muito baixo", prosseguiu, para enfatizar que "estão a ser sinalizadas"."Nas mais emergentes ou em que a quantidade de água assim o justifica, são despachados meios, mas, neste momento, estão a ser definidas prioridades e é nisso que continuamos a trabalhar".
Durante a última noite prosseguiram trabalhos de limpeza dos principais eixos rodoviários. Mas há vias municipais em que "ainda não é possível circular".
"Pedimos à população que se mantenha junto das suas habitações, tentem ajudar os vizinhos, tentem ajudar a reparar aquilo que foram os danos ou os pequenos danos que tiveram, porque, naturalmente, ainda não foi possível aos serviços municipais e aos corpos de bombeiros chegarem a todas as situações", exortou.
Explicando que foram definidas prioridades, no âmbito do abastecimento de água e de energia, como estabelecimentos prisionais, hospitais, lares ou centros de diálise, Ricardo Costa assinalou que estes casos estão "a ser supervisionados e apoiados pelos serviços municipais".
"Gradualmente, nos próximos dias, porque estamos a falar de dias, vão ser resolvidas, mas com bastante tempo e muito trabalho pela frente", vincou o segundo comandante.
Seis desalojados. Rede SIRESP deixou de operar
O Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, adiantou André Sousa, "funcionou de manhã e à tarde deixou de funcionar. Nunca mais voltou a funcionar, a não ser em algumas zonas em São Mamede".
Ainda segundo o autarca da Batalha, ouvido pelas 22h00 a partir de Fátima, para onde se deslocou para obter rede de telemóvel, "a rede SIRESP funcionou desde as 5h00 até às 11h00, 12h00" de quarta-feira. "A partir daí, deixou de funcionar completamente, a não ser em algumas zonas em São Mamede".
Relativamente às estradas, é possível circular em todas as vias principais.
"Há muitas árvores caídas, eu arrisco-me a dizer centenas ou milhares de árvores caídas", observou o autarca.
Situação mais calma ao início da manhã
Força Aérea procura repor normalidade na base
A "Força Aérea mantém operacional a missão de defesa aérea do país", sublinha em comunicado este ramo das Forças Armadas.
A Força Aérea assinaça ainda ter começado "a atuar de imediato para restabelecer a normalidade da atividade da Unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis que ali prestam serviço".
Na base aérea, foi registada uma rajada de vento de 178 quilómetros por hora.
Alvaiázere com "cenário catastrófico"
O presidente do Município de Alvaiázere disse que o concelho tem um "cenário catastrófico" e referiu que foi sem apoio regional ou nacional que os agentes locais da Proteção Civil responderam ao embate da depressão Kristin.
"Em Alvaiázere, temos um cenário catastrófico com centenas de habitações muito danificadas estruturalmente, algumas pessoas desalojadas", afirmou João Paulo Guerreiro, na quarta-feira, pelas 23:00, em conversa telefónica com a Lusa a partir de Leiria, onde conseguiu ter rede de telemóvel.
De acordo com João Paulo Guerreiro, na quarta-feira conseguiu-se desobstruir estradas, "das principais até às secundárias", mas, ainda assim, "ficaram [vias] muito secundárias" por desimpedir.
"Montámos uma zona de acolhimento que, neste momento, está com cinco pessoas, com apoio médico, com apoio psicológico, e estamos, infelizmente, sem eletricidade e sem comunicações", referiu o autarca.
O presidente da Câmara adiantou que a "principal prioridade é terminar os trabalhos de remoção das dezenas de milhares de árvores caídas", assim como "manter a segurança das pessoas e restabelecer a normalidade na eletricidade e na comunicação".
Elencando dificuldades de contacto com a E-Redes e operadoras de telecomunicações, João Paulo Guerreiro explicou que "o único meio de comunicação" que havia "era via rádio e essa via estava a ser usada para questões táticas e mais de comando e de estratégia de decisão".
O autarca destacou a inexistência de vítimas, salientou que há "edifícios municipais também muito danificados, quase todos, de uma forma ou de outra, foram atingidos", e repetiu a existência de um "cenário catastrófico".
"Estou com alguma dificuldade em definir, porque estávamos à espera de um evento difícil, não estávamos à espera de um evento desta magnitude. A palavra que utilizo para definir é catástrofe, porque foi, efetivamente, o que aconteceu em Alvaiázere", reiterou.
Por outro lado, realçou o trabalho exemplar de "todos os agentes da Proteção Civil", mesmo "com comunicações muito limitadas e sem energia".
"Sozinhos, sem nenhum apoio a nível regional ou nacional, conseguimos, com os meios que tínhamos disponíveis no concelho, dar uma resposta eficaz neste primeiro dia de embate. Agora, o importante é procurar restabelecer, o mais rapidamente possível, comunicações e energia elétrica, para que as instituições e as famílias possam funcionar dentro da normalidade possível", acrescentou João Paulo Guerreiro.
O Plano Municipal de Proteção Civil está ativado e agora a autarquia espera ajuda do Governo, com medidas, para particulares e entidades, que possam ajudar a ultrapassar a situação e permitir a reconstrução do concelho.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
Lusa
Linhas ferroviárias continuam suspensas
Na quarta-feira, a empresa anunciara a suspensão da venda de bilhetes, para esta quinta-feira, destinados aos comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa.Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, citada pela agência Lusa à mesma hora, não houve registo de "ocorrências significativas" durante a noite e madrugada; ainda assim, o portal da ANEPC referia uma centena.
A circulação ferroviária esteve igualmente suspensa nas linhas do Douro, Sul, de Évora, Beira Alta e nono Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte).
Agitação marítima deixa dez distritos debaixo de aviso laranja
- Esta manhã, são dez os distritos sob aviso laranja por causa da agitação marítima - Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo. As ondas podem atingir os 12 metros de altura. A meio da tarde, estes avisos passam a amarelo;
- Há ainda 12 distritos de Portugal continental com avisos amarelos por causa da chuva. Para Bragança e Évora, todavia, não há qualquer aviso;
- A Proteção Civil registou 5.400 ocorrências até às 22h00 da última noite. Leiria foi particularmente atingida pelos efeitos da depressão Kristin, assim como toda a Região Oeste. Seguiram-se os distritos de Coimbra, Santarém e Lisboa;
- A situação em Leiria mantém-se crítica, com falta de luz, de água e de comunicações. O hospital local tem ainda autonomia de água para dois dias e luz através de um gerador para três dias - deram entrada nesta unidade 177 pessoas com diferentes tipos de trauma. Devem começar esta quinta-feira os trabalhos de limpeza;
- No Oeste, 14 pessoas ficaram desalojadas e quatro ficaram fertidas, entreb as quais um bombeiro. Em Torres Vedras, dezenas de hectares ficaram destruídos. Este município e os da Lourinhã, Óbidos, Alcobaça e Nazaré ativaram os planos municipais de emergência. Esta quinta-feira, as escolas da Lourinhã permanecem encerradas;
- Na Figueira da Foz, nove pessoas ficaram desalojadas e uma teve ferimentos ligeiros. O vento forte provocou danos em edifícios, carros, na esquadra da PSP e no hospital;
- Em Coimbra,a tempestade deixou pessoas desalojadas. A Câmara local refere situações pontuais "com realojamento junto de familiares". O vento afetou ainda vários edifícios, como por exemplo escolas e o aeródromo, cujo telhado voou, provocando estragos já avaliados em um milhão de euros. O Metrobus da cidade já está a funcionar no troço urbano, mas com constrangimentos;
- A maioria das ocorrências está relacionada com queda de árvores e estruturas, ou com o corte ou condicionamento de estradas e linhas ferroviárias. Há ainda cortes generalizados de luz, água e telecomunicações;
- A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil mantém-se em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo da escala, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal;
- A depressão kristin provocou cinco mortes. Quatro pessoas morreram no distrito de Leiria e uma em Vila Franca de Xira. Há ainda mais três mortes que podem estar relacionadas com a intempérie - a Proteção Civil está ainda a investigar este possível nexo;
- O presidente da República esteve na sede da Proteção Civil. Marcelo fez a visita acompanhado pela ministra da Administração Interna e o objetivo foi conhecer em detalhe as consequências da depressão kristin. Foi apenas divulgada uma nota no portal da Presidência, na qual o chefe de Estado lamentou as mortes causadas pelo mau tempo. Também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, esteve na Proteção Civil com Maria Lúcia Amaral;
- O primeiro-ministro admite, de resto, ativar a situação de calamidade em Leiria. Para já, pretende obter uma avaliação aos estragos.
Depressão Kristin. Montenegro não exclui declarar situação de calamidade
O primeiro-ministro não exclui declarar situação de calamidade para apoiar as zonas mais afetadas mas diz que primeiro é preciso fazer uma correta avaliação dos estragos.
Depressão Kristin provocou pelo menos cinco vítimas mortais
Quatro mortes foram registadas no distrito de Leiria e um homem em Vila Franca de Xira.
Depressão Kristin entrou em Portugal por Leiria
O vento espalhou muita destruição arrancou árvores e levantou os telhados de vários edifícios.
O presidente da câmara pede que seja declarado o estado de calamidade.
Depressão Kristin. Aeródromo com prejuízos de um milhão de euros
Em Castelo Branco, as escolas estiveram fechadas e houve também dezenas de incidentes com árvores caídas.
Torres Vedras. Concelho ativou Plano Municipal de Emergência
Na zona oeste, mais concretamente em Torres Vedras, dezenas de hectares agrícolas ficaram destruídos por causa do mau tempo. O prejuízo pode chegar aos dez milhões de euros.
Várias estradas estiveram cortadas por causa da queda de árvores.
Em Vila Real e na Guarda. Kristin trouxe nevão e obrigou ao fecho de escolas
Em Trás-os-Montes e em zonas do interior a tempestade Kristin trouxe neve. Várias escolas foram encerradas no distrito de Vila Real.